11 de jan de 2012

Ao Mar


Quatro anos de saudade ignorada em meu peito
Quase me esqueci da tua voz
E o quão divino era silenciar minha alma para te ouvir e te perceber brincar com meus olhos, que se perdem em teu infinito ao te contemplar

Quatro anos sem teu abraço forte, às vezes brusco
Como uma bronca pela ausência demorada
Quatro anos sem teu perfume ardendo em minhas narinas
Incômodo que gosto de sentir e você de provocar

E a distância era tão pequena... E a ausência tão injusta...

E depois de tanto tempo, assim como da primeira vez, te encontro calmo, sereno, tão perto quanto distante, tão quente e gentil neste dia tão feio e cinza, me esperando e convidando para entrar.

E como das outras vezes, permito que minhas lágrimas se misturem às tuas na hora de partir.

Ah, que saudade que eu estava do MAR!!!

(ao mar de Boracéia - Bertioga/SP)